Especial Estágio: Desafios e soluções para o RH

*relembrando artigo publicado em agosto de 2022 na Newsletter Let it Flow

Um levantamento divulgado pelo CIEE (Centro Integrado Empresa-Escola) traçou o perfil dos estagiários no Brasil. A pesquisa estimou que apenas 25% dos estudantes acima dos 16 anos estão ocupados.

Veja matéria na Folha de S.Paulo!

O estágio é uma ocupação sem vínculo empregatício e, por isso, não entra para as estatísticas oficiais. Para fazer esse levantamento, o CIEE, em parceria com a Tendência Consultoria Integrada, utilizou dados da PNAD contínua para estimar a evolução histórica do número dos estagiários e obter informações descritivas desse grupo.

Em 2021, 707.903 pessoas, cerca de 25% de todos os estudantes acima de 16 anos, está estagiando em alguma empresa, ou seja, frequentam a escola, trabalham sem carteira assinada, por até seis horas por dia, e com contrato de, no máximo, 2 anos. Destes, 40% eram de famílias de classes D e E, com renda de até R$3.000,00 por mês.

Se compararmos aos dados do IBGE, em que a taxa de desemprego no primeiro trimestre do ano, entre jovens de 14 e 17 anos, era de 35,4%, e entre o grupo de 18 e 24 anos, de 22,6%, há uma grande janela de oportunidades tanto para políticas públicas quanto para empresas que querem investir em novos talentos, desenvolvendo jovens para serem futuros líderes.

O levantamento mostrou ainda que os jovens de 20 a 24 anos ocuparam quase 50% das vagas, seguidos pelo grupo de 16 a 19 anos, com cerca de 20%. Somados, os jovens de 25 a 39 anos ocuparam cerca de 30% das vagas.  

Dados históricos do próprio CIEE mostram que cerca de 54% dos estagiários são efetivados pelos empregadores. De acordo com o levantamento, em 2021, o setor privado foi responsável por mais de 60% das vagas. Ou seja, programas de talentos são bons investimentos. 

Conectar para engajar

Depois de um dia e meio de imersão num evento na última etapa da trilha de desenvolvimento dos estagiários da Oxiteno, tivemos alguns feedbacks:

“Como um todo o evento foi excelente, deu uma empolgação e emoção para elaborarmos de última hora um projeto e desenvolver uma ideia. Ajudou a conhecer novas pessoas, utilizar da criatividade e conhecer um pouco mais sobre um dos segmentos da Oxi.” 

Tatiana de Oliveira Santana (estagiária)

“A abordagem dos temas e as apresentações foram em alto nível com ideias bem inovadoras. A condução e organização de todo o processo também foi muito bem feito.” 

José Fernando de Araujo Ladeira (responsável pela área de O&G)

“Como foi um hackathon foi tudo muito rápido, testou nossas habilidades desenvolvidas de organização, trabalho em equipe, agilidade e resiliência, foi um belo desafio para colocar as habilidades em prática e nos testar.  Foi bem organizado e planejado pela FLOW para direcionar nossos esforços com o case em questão.”

Richard Oliveira (estagiário)

Qual a expectativa do RH com os Programas de Estágio? 

A primeira resposta é: ser reconhecido por desenvolver alguém que se torne líder em breve. Pela nossa experiência, é comum que os gestores peçam ao RH pessoas jovens, inovadoras, protagonistas e, ao mesmo tempo, capazes de se adaptarem e se engajarem na cultura da empresa. Mas o que acontece é uma disparidade do que contratam para o momento e o que esperam para o futuro.

Eles imaginam as competências que vão servir para a empresa do futuro, só que a empresa ainda não está lá. O jovem se prepara, mas o resto da companhia não. E para quem chega é extremamente desafiador, ser o agente da mudança sem conhecer o negócio, há uma expectativa por conta do processo seletivo super inovador, mas o estagiário se dá conta de que o que veio fazer ainda não está pronto para começar”, provoca Bárbara Gola, Head de Desenvolvimento e Aprendizagem na Flowgroup Brasil.

O que fazemos é alinhar realidade e expectativas e, quando possível, criar programas que se conectem, tanto para juventude quanto para liderança, para que todos fiquem na tão falada ‘mesma página’ e o crescimento flua naturalmente”, afirma Deborah Mahtuk, responsável hoje pelos programas de Juventude na Flowgroup Brasil.

É importante mirar nos anos que chegarão, desenvolver competências para daqui 5, 10 ou 20 anos, mas, ao mesmo tempo, trabalhar os desafios do dia a dia. O cuidado do RH com quem entra deve ser pensado também a médio e longo prazo: preparar indivíduos que sejam agentes da mudança e multiplicadores da cultura e história da empresa.

*Foto de Tim Mossholder na Unsplash

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