Intenção e realidade estão relacionadas por aí? Onde estão as mulheres líderes?

*relembrando artigo publicado em março de 2023 na Newsletter Let it Flow

A pesquisa “Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil”, divulgada pelo IBGE no final de 2022, revelou que no grupo com mais de 25 anos, 19,4% das estudantes tinham ensino superior completo, em 2019,  contra 15,1% dos homens; na faixa etária de 45 a 54 anos, 19,4% das mulheres tinha nível, superior, contra 13,8% dos homens com a mesma titulação.

Se mulheres estudam mais que os homens, elas ocupam melhores posições de trabalho, certo?

Errado!

A presença feminina em conselhos de empresas, segundo estudos do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), apontam que, no Brasil, em média, esse número é próximo de 11%.

O relatório Women in Business 2022, da Grant Thornton, revela que 38% dos cargos de liderança no Brasil são ocupados por mulheres. Apesar da pequena queda em relação a 2021, quando o resultado foi de 39%, há um avanço significativo neste índice, já que em 2019 apenas 25% das posições de liderança estavam sob o comando feminino.

Uma matéria no Diário do Comércio explica melhor este contexto!

“Você tem que agir como se fosse possível transformar radicalmente o mundo. E você tem que fazer isso o tempo todo” –  Angela Davis

Escolhemos a frase da ativista americana, que luta pelos direitos da população negra e das mulheres, para falar sobre liderança feminina na prática!

Não basta ter programas de inclusão e discursos igualitários se, na prática, sua empresa continua com a liderança exclusivamente masculina.

De 2017 a 2024, na Flow Group Brasil, o time de desenvolvimento e aprendizagem foi liderado pela Bárbara Gola desde 2017. É ela quem organizava, distribuia e fazia toda a gestão dos projetos entregues aos clientes. “Meu papel é trazer novidades, questionar e criar soluções. Vou dormir feliz quando vejo as experiências malucas que desenho na cabeça fazendo sentido e ajudando de verdade as pessoas”, diz ela.

A frente de outro pilar, de cultura organizacional, Ester Cunha também está entre os colaboradores mais antigos e assumiu a cadeira de liderança no início de 2023. De volta da licença maternidade, ela passa a cuidar dos programas pensados para desenvolver pessoas no conjunto de valores que influenciam no clima da empresa. Com os novos formatos de trabalho e desafios atuais dos profissionais num mercado em constante transformação, olhar para os ideais das organizações alinhando com as expectativas tem sido prioridade para quem quer crescer de forma saudável.

Homens ou mulheres: quem é melhor líder?

Este é o título de um artigo publicado pela Pew Research Center, que é um “laboratório de ideias” que fala sobre questões, atitudes e tendências que estão moldando os Estados Unidos e o Mundo, e que levamos para o terceiro dia de um programa voltado para mulheres que assumiriam cargos de liderança na Quod.

Logo no subtítulo do artigo já está algo que faz pensar: “Um paradoxo nas atitudes públicas”.

E é sobre isso que as empresas têm pensado ao levantar a questão da liderança que, ainda hoje, é majoritariamente masculina. Afinal, como diz o artigo:

Sete dos oito traços de liderança medidos na pesquisa, o público classifica as mulheres como melhores ou iguais aos homens. Por exemplo, metade de todos os adultos diz que as mulheres são mais honestas do que os homens, enquanto apenas um em cada cinco diz que os homens são mais honestos (o resto diz que não sabe ou voluntariamente acredita que não há diferença entre os sexos nesta característica). E a honestidade, de acordo com os entrevistados, é o mais importante para a liderança de qualquer um dos traços medidos na pesquisa“.

O texto fala de todas essas características e provoca sobre o paradoxo. Com a liderança feminina de Quod levantamos as mesmas questões e as participantes avaliaram sobre si mesmas e o cenário que estão vivendo de transformações. Quais desafios e impactos no dia a dia de cada uma delas?

O artigo foi uma das ferramentas usadas pelas consultoras no programa, depois de aplicar o gráfico da flow, equilibrando desafios e habilidades, e trazer consciência a partir de outras aplicações.

Estamos vivendo um momento muito importante de mudanças e de entender quais espaços podemos ocupar. Nosso papel facilitando estes encontros é de buscar nestas mulheres as habilidades e ajudar na apropriação de algo que já está ali. No desenvolvimento da trilha e ferramentas de aprendizagem que iremos abordar, olhamos para o contexto daquela empresa, tem muita escuta e a conexão se dá porque trabalhamos em tempo real e não com conceitos fechados ou impostos“, diz a liderança do projeto.

 

Foto de Kelly Sikkema na Unsplash

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